sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Ballet - Corpo, formas e padrões

A construção e estabelecimento de um arquétipo
Mesmo com o mundo em constante mudança, onde a beleza deixa de ser um padrão pré-estabelecido e o belo passa a ser o único e o individual, o ballet pede mais mudanças. Muitos coreógrafos e diretores de companhias alegam que se trata de uma visão estética: os palcos “pedem” corpos alongados, magros. Ainda existe uma pressão, mesmo que não escancarada como há décadas atrás, para que as bailarinas se preservem magras, muitas vezes magras demais, devido à rotina intensa de exercícios a qual se submetem.
Mesmo bailarinas que já são geneticamente propensas ao físico mais esguio, tendem a chegar ao limite de seu peso, ou mesmo abaixo dele. Para muitas, é natural estar sempre com fome. “Se estou com fome, é porque estou em forma”, chegou a declarar uma bailarina. Pode-se dizer que em grande parte, o atual padrão físico esperado para uma bailarina clássica se intensificou quando George Balanchine, no auge da popularidade em meados da década de 1960, começou a dar preferência a bailarinas mais magras, longilíneas, que possuíam mais elasticidade, e que desafiavam os limites de seus próprios corpos.
Seu ideal eram coreografias explosivas, rápidas, seu lema era “estar pronto para o risco”.
Para isso, segundo sua visão, a bailarina deveria ser levíssima, ao mesmo tempo forte, porém sem que seus músculos ficassem expostos em demasia. Algumas de suas famosas musas, como Maria Tallchief e depois a jovem Susanne Farrell representam bem o tipo apreciado por Balanchine.
O coreógrafo, envolvido em várias polêmicas costumava passar a mão no torso das bailarinas em aula. Se sentisse suas costelas sem esforço a bailarina estava na forma ideal.
Nem sempre foi assim, no entanto.
Quando o ballet tomou a forma clássica que chegou até nós, no começo do séc.19, o porte físico das bailarinas não poderia ser mais diferente do visto atualmente.
Marie Taglioni, considerada a primeira “prima ballerina”, tinha um físico ideal para os moldes da época: formas arredondadas e suaves, pernas grossas de trabalho físico, que mostravam todo o acúmulo de exercícios em seus músculos. Era considerado bonito de se ver, na bailarina, todas horas de árduo trabalho que levavam a longas e extenuantes performances. Esse foi um padrão que perdurou fortemente durante todo o século XIX, até a estreia de Anna Pavlova nos palcos russos.
(Marie Taglioni, meados de 1825 e Anna Pavlova, 1909)
A partir daí, algumas coisas começaram a mudar.
No início do séc. 20, Anna Pavlova tinha tornozelos finos demais e pés muito arqueados, e lhe foi dito que ela não poderia se tornar bailarina profissional com tais atributos. Anos mais tarde, Pavlova veio revolucionar a imagem do ballet, com sapatilhas de ponta finíssima, que destacavam a leveza de sua estrutura, e é até hoje lembrada como uma das mais emblemáticas figuras da dança.
Sua “Morte do Cisne” é considerada uma das mais belas performances de todos os tempos. Este é um dos poucos vídeos que permaneceram da famosa apresentação:
A dama Margot Foteyn foi uma grande revelação. Seus pés não possuíam o arco perfeito, e além de ser mais baixa que a média, a bailarina tinha pernas grossas e físicas mais musculosas, numa época em que já começavam a reinar as bailarinas mais magras. Seu físico a permitia ter mais força que outras colegas, e sua interpretação brilhante dos papéis que representou, fez com que ganhasse o título de “maior do mundo”!
Sua memorável interpretação de Odette/Odille em “O Lago dos Cisnes” é até hoje usada como base de estudo para inúmeras bailarinas.
E não pense que padrões físicos ficam relegados somente às mulheres,mesmo que com certeza, elas sejam o grupo que mais sente na pele a pressão do meio da dança. Durante os anos 70, Mikhail Baryshnikov, nosso querido Misha, dançava na Rússia Soviética e era mais baixo e forte, que a maioria de seus concorrentes, ficando relegado a segundos-papéis por não ser bom partner para as altíssimas russas. Em meio a tantos bailarinos magros, longilíneos e altos, as piruetas e saltos impressionantes de Baryshnikov não bastaram. Foi somente quando pediu asilo político nos EUA que o fenômeno despontou para o mundo, e tornou-se o maior bailarino de sua época, forte, virtuoso e expressivo.
Atualmente, temos Ivan Vasiliev, no alto de seus 1,75m, com corpo musculoso, que chama a atenção por ser tão jovem, e tão primoroso. Longe do padrão de seus contemporâneos russos, o bailarino exibe musculatura proeminente, que permite saltos de alturas impressionantes, giros intermináveis, e muitos suspiros do público por onde passa.
Por outro lado, o francês Fabrice Calmels, primeiro-bailarino do Joeffrey Ballet de Chicago, passou por inúmeras rejeições no começo da carreira, por ser alto demais. “Foi um inferno”, afirma o bailarino. Muitos disseram que procurasse outra carreira, e que seria impossível encontrar uma partner adequada para um bailarino de 1,98m. No entanto, Calmels continuou treinando, e dançando, até alcançar o posto principal da companhia nos EUA, e tornar-se um dos mais notórios bailarinos da atualidade.
Um pequeno fato: em 2014 o bailarino passou a integrar o Livro do Guiness de Recordes como o “mais alto bailarino profissional do mundo”.
Maria Kotchetkova, como os colegas russos, encontrou prestígio apenas quando saiu de seu país de origem, pois seus 1,52m foram considerados poucos demais para que ela recebesse papéis de destaque. Mesmo em audições no EUA, Kotchetkova foi dita que era muito baixa. Mas ao vê-la dançar, diretores artísticos logo lhe ofereciam contratos. Hoje ela é primeira bailarina do San Francisco Ballet, e convidada do American Ballet Theater, além de ter retornado à Rússia para dançar diversos papéis que lhe foram negados no começo da carreira.
Esses brilhantes bailarinos são alguns casos que nos mostram que, apesar de tudo, é possível.
O ballet pode ser cruel, mas, a passos de formiga, vem mudando suas perspectivas. O maior exemplo disso é a recém-promovida primeira bailarina do ABT, Misty Copeland!
Começando a dançar tardiamente para a média, com 13 anos, Copeland ouviu recusas após recusas. Recebeu inúmeras justificativas: muito velha, torso muito largo, muito busto, pés finos demais, pernas musculosas demais, longas demais. Mesmo com a dor das críticas, a bailarina em nenhum momento desistiu de seus sonhos: depois de dançar no Harlem Ballet de Nova York, foi convida a juntar-se ao ABT, e em 2015, tornou-se a primeira afro- americana a subir ao mais alto ranking do American Ballet Theater, sendo que desde 2008 era a única afro-americana de toda a companhia. Além disso, em 2014, Copeland foi a primeira afro-descendente da história a representar o papel de Firebird, no clássico composto por Stravinsky, “O Pássaro de Fogo”. Com seu físico forte e mais curvas que a média, a bailarina vem quebrando paradigmas e padrões por onde passa. Tornou-se exemplo de determinação e perseverança para muitas outras aspirantes a bailarina, além de inspiração para o mundo todo.
Um outro grande destaque na atualidade é Tamara Rojo. Ex-primeira bailarina do Royal Ballet, ela hoje é diretora artística do English National Ballet, e sua postura mostra que está aberta e quer mudanças. Já tendo sido chamada de “bailarina voluptuosa”, significando que não era das mais magras, Tamara diz que o ballet é muito mais que um corpo bonito. “Isso me entedia profundamente”. Quando se tornou diretora do ENB, Rojo contratou uma equipe de preparadores físicos, nutricionistas e fisioterapeutas especializados em atletas de elite. “Os bailarinos precisam ser tratados como aquilo que são de verdade”. Após uma apresentação em 2012, a audiência comentava que os bailarinos da companhia pareciam magros demais. Rojo então determinou que todos deveriam ganhar peso. “Quem assiste ballet hoje quer ver corpos saudáveis e fortes, e ainda assim existe a pressão para ser extremamente magro”, declarou a bailarina na época, em entrevista ao Daily Mail. A bailarina disse que não irá contratar para o ENB bailarinos abaixo do peso saudável, e também afirmou que ela mesma nunca foi extremamente magra, e que vai continuar seguindo esta linha. “Quero carreias longas e saudáveis para mim, e também para todos os outros”.

terça-feira, 10 de maio de 2016

REGRAS BÁSICAS PARA BALLET

REGRAS BÁSCIAS PARA BALLET
– Pés
Os tornozelos não podem cair para frente quando estiver com os pés no chão, assim o seu arco do pé sempre estará levantado. A boa relação do seu pé com o chão te trará equilíbrio, sustentação estabilidade. Passar pelas posições ao realizar os exercícios. Esticá-los sempre que tirar do chão.
– Pernas
Manter o en dehors. Da coxa aos pés, tudo virado para fora. O tempo todo, salvas exceções coreográficas. Joelhos na direção dos pés.
– Quadril
Sempre encaixado. Cuidar para o bumbum não ir para trás, nem para frente. Procurar manter também o alinhamento ao trabalhar uma única perna, sem “sentar” na perna apoio. Realizar os exercícios sem mexê-lo.
– Barriga
Para dentro, sempre. Costelas fechadas. Respire, sempre, usar o diafragma para respirar, cuidar para não prender a respiração.
– Ombros
Manter ombros relaxados, sem tensão para cima.
– Costas
Retas. Postura sempre ereta como se estivesse sendo puxado para cima.
– Braços
Devem ter linha contínua. Não apresentar “quebras” nos cotovelos ou pulsos. Nas posições básicas, são levemente arredondados. Sustentar as posições. Não deixa-los caídos. Passar pelas posições ao realizar os exercícios.
– Queixo
Levemente posicionado para cima.
– Mãos
Esconder o polegar; deixar o indicador um pouco para cima, detacado dos demais. Dar impressão de leveza, dedos relaxados.
– Cabeça
Geralmente acompanha a mão ou muda de acordo com a colocação dos pés.
Precisamos aprender a dividir nosso corpo em partes e pensar nelas separadas. Mãos não são braços, braços não são ombros, ombros não são costas e assim por diante. Pensar separado e fazer junto, está aí o grande desafio;.

Dança de luz

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Mundo Bailarinístico - Blog de ballet: Bailarinos famosos - Rudolf Nureyev

Mundo Bailarinístico - Blog de ballet: Bailarinos famosos - Rudolf Nureyev: Rudolf Nureyev nasceu na Rússia Soviética, se transformando num dos mais celebrados bailarinos do século 20 e o primeiro superstar homem do...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

AULAS DE BALÉ

Aulas Balé clássico Infantil e Adulto, Jazz e Dança Moderna e Contemporânea, na Quality Fitness. Esperamos você.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Fortalecimento e elasticidade das duas paredes do tronco, costas e peitorais/ abdominais.
Sente sobre um rolo, facilmente encontrado em lojas de fitness. Exercite-se, estimulando equilíbrio e movimento. Simultaneamente, ao lançar o tronco para frente, eleve as pernas. Enquanto o rolo gira para frente, a bacia lança-se para trás.
A sustentação e suspensão do corpo acontece pelo equilíbrio da contração muscular das paredes, anterior e posterior do tronco, da contração do quadríceps, da dorsi flexão dos pés. Detenha-se pelo menos cinco minutos nesse exercício, não bloqueie sua expiração ao lançar-se para trás, suspenda as pernas, alongue os braços, cresça o seu pescoço, mantenha o olhar levemente para frente e para baixo. Divirta-se! Não sofra!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Exercícios corporais que estimulam o cérebro


O método Bertazzo é para aquelas pessoas que buscam algo além do condicionamento físico tradicional.
O trabalho corporal aqui explora o alinhamento das articulações, o gesto, a expressão individual.
Ensinada na Escola do Movimento, em São Paulo, a metodologia desenvolvida pelo coreógrafo está sendo compilada em livros.
 
CÉREBRO ATIVO
O primeiro livro da trilogia, "Corpo Vivo", foi lançado em 2010. Agora, acaba de sair o segundo volume, "Cérebro Ativo" (Edições Sesc/Manole, 272 págs., R$ 180).
Falar nessa relação entre cabeça e corpo é pensar na tão difundida quanto mal compreendida expressão "consciência corporal".
O termo ainda era restrito ao papo de grupos alternativos quando Bertazzo criou sua escola e passou a mostrar a diferença entre o gesto voluntário, "consciente", e o movimento automatizado.
Sua técnica de reeducação do movimento influenciou a maioria dos trabalhos corporais desenvolvidos no Brasil.
Foi nos anos 1970 que ele começou a trabalhar com a educação do corpo tanto para cidadãos comuns quanto para profissionais como dançarinos ou terapeutas.
Sua ideia agora, com os livros, é difundir o conhecimento adquirido em viagens de pesquisa, espetáculos e em mais de 30 anos de aulas.
"A linguagem do livro é muito singela. Se eu falar de certos funcionamentos do corpo para sua tia, ela vai me olhar com cara de paisagem. De que forma devo falar para que ela fique intrigada e se interesse?", diz Bertazzo.
Usar "cérebro" no título de uma obra que traz sequências detalhadas de exercícios para ensinar a pessoa a manter-se ereta, respirar melhor ou equilibrar uma bandeja já é uma forma de ser intrigante.
O que une pensamento e movimento é a organização motora, explica Bertazzo. E o que mantém a cabeça ativa é o estado de prontidão para organizar articulações e músculos em cada atividade. "Todo movimento voluntariamente executado vai recrutar áreas cerebrais", afirma o professor.
Uma das funções mais importantes da ginástica, segundo ele, é acordar os órgãos proprioceptores.
"Esses órgãos são como sensores localizados nos músculos, tendões e ligamentos. Eles informam o cérebro sobre a posição do corpo."
Os exercícios ensinados no livro mandam novas informações para o cérebro, que, além de criar mais conexões nervosas, também vai acumular um maior repertório neuromotor para a execução de movimentos.
"Se eu armazeno essas experiências motoras, tenho mais ferramentas para driblar pelo menos uma parte das limitações que podem surgir ao longo da vida, seja no processo de envelhecimento ou num acidente bobo como torcer o pé", afirma.
Para tornar o processo mais eficaz, Bertazzo ensina o que fazer antes e depois de cada exercício.
"É como fazer um bolo. Organize os ingredientes. A preparação, quando você recruta articulações e músculos, desencadeia atos mentais e processos conscientes."
Ele também recomenda uma atenção especial à finalização do movimento. "É importante aprender a desacelerar a força desencadeada por cada ação."
 
GESTOS HÁBEIS
Mas nunca se trata, aqui, de usar muita força ou velocidade. Bertazzo defende a inclusão de exercícios de psicomotricidade fina (aquela que é usada, por exemplo, para escrever) em qualquer programa de atividade física.
"Com gestos hábeis e milimetricamente ajustáveis, você usa muitíssimos neurônios. Mas muita gente elimina isso da ginástica. Toda aula deveria ter pelo menos dez minutos de trabalho psicomotor fino."
Se as academias não oferecem, ele sugere a inclusão desse trabalho no dia a dia.
Por exemplo, cozinhando um prato especial (com salsinha bem picada) ou aprendendo algum novo trabalho manual: bordar, fazer crochê.
"Isso é muito importante em fases difíceis da vida, como em uma separação ou mudança de emprego. Nesses momentos, o aprendizado motor torna a pessoa hábil, inteligente. Imediatamente vem a sensação de solidez e ela fica mais confiante."
 
SONS
Bertazzo também insiste na importância de soltar a voz na realização dos exercícios.
"Não é para gritar e mostrar que você é um animal maravilhoso. Mas expirar forte é emitir sons. E a maioria das pessoas mal expira quando faz ginástica", afirma.
O que mais causa lesão, diz ele, é deixar o corpo e a cabeça funcionando no automático. "Muitas pessoas agem como se bastasse falar para o corpo 'vai' para ele obedecer e executar ações necessárias. Aí que elas se estropiam."
Quando a cabeça funciona, o corpo não padece. E vice-versa.



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

EDITAL DO PROCESSO SELETIVO 2014 DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO 
BÁSICA E PROFISSIONAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS 
GERAIS (UFMG) 
A UFMG faz saber aos interessados que, no período de 20 de setembro a 7 
de outubro de 2013, estarão abertas as inscrições ao Processo Seletivo 
da Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG para admissão, 
em 2014, ao primeiro ano do Ensino Fundamental do Centro 
Pedagógico (CP), à primeira série dos Cursos Técnicos de Nível Médio 
Integrado do Colégio Técnico (Coltec) e ao primeiro ano do Curso 
Técnico de Formação de Ator do Teatro Universitário (TU). 
O Processo Seletivo de 2014 será regido por este Edital, aprovado em 16 de 
julho de 2013 Ad referendum do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão 
(CEPE) da UFMG.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Doris Humphrey técnica de seu potencial criativo com quatro Dance

Orientações para aula de Balé

Muitos professores entram em sala de aula e derramam sobre seus alunos toneladas de exercícios dos quais eles próprios nem sabem para o que serve, deixando alunos talentosos frustrados porque acabam sendo incapazes de executar movimentos que seus corpos ainda não estavam prontos para realizar.
· O bailarino e a barra
A barra é um dos pontos mais importantes na vida de um bailarino, um exercício mau feito na barra pode causar sérios problemas na execução de passos no centro da sala ou do palco.
Para começarmos a falar de terminologia é preciso aprender a nos colocar na barra, Ao posarmos nossas mãos na barra não devemos esquecer que ela é um instrumento para se chegar ao equilíbrio, por isso devemos ter a consciência da colocação do nosso corpo, não se pendurando na barra. Quanto mais bem colocados, mais aproveitamento muscular terá, e quanto melhor for à execução de cada exercício, mais força, elasticidade, agilidade e saúde ele terá.
Terminologia dos passos
· Demi-plié: (meia dobra) - meia flexão das pernas, cada vez que o joelho dobra, deve-se tentar ir o mais fundo possível sem retirar os calcanhares do chão e empurrar o joelhos para trás para que estejam alinhados as pontas dos dedos dos pés.
· Grand-plié: (grande dobra) - é uma flexão total das pernas que se obtém com uma grande flexão dos joelhos, levando a retirada dos calcanhares do chão.
Começa-se com um demi-plié e gradativamente quando os tendões estiverem alongados em seu máximo, é feita à liberação dos calcanhares. Dando a maior importância na distribuição do peso do corpo em ambas as pernas para facilitar a abertura do en dehors, que deve ser feita a partir dos quadris e interior das coxas, mantendo os joelhos sempre alinhados com as pontas dos dedos dos pés.
Pliés mal feitos podem afetar seriamente a saúde dos joelhos, causando sérios problemas na carreira de uma bailarina (o).

Battements
Batidas-A melhor tradução para os battements seria: “batimentos compassados da perna e do pé”. Mas basicamente a palavra battements, no ballet deve ser explicada com “extensão da perna e do pé e seu retorno à posição inicial”.
Battements Tendu: (batimento esticado) - é a base de toda a técnica, pois faz trabalhar os músculos e ligamentos da perna. No degagé a tensão dos músculos da perna deve ser completa, isto é, da coxa à panturrilha (barriga da perna) e ao peito do pé até chegar à ponta dos dedos. Quando a perna volta à posição inicial é absolutamente necessário relaxar a tensão destes músculos. A perna deve ir ao degagé indo o mais longe possivel sem alterar a posição dos quadris.
Battements jeté (glissé): (batimentos jogado/ (escorregado) - são iguais ao tendu simples, sendo que a perna que trabalha em vez de fazer o degagé no chão, levanta-se a uma altura aproximada de 6 a 10cm do chão cada vez e retorna a posição inicial. Deve-se arrastar fortemente o pé no chão cada vez cada vez que a perna sai, havendo portanto um melhor trabalho do pé, o qual deve ser esticado ao máximo, é um movimento preciso e seco.
Battement pour la batterie
: (batimento para bateria)-batterie designação da escola francesa para passos batidos em série. Exercícios que preparam a musculatura e a movimentação para passos de bateria ou batidos, as pernas trocam de lugar o nº de vezes que é exigido.
Battement fondu: (batimento fundido) - é um exercício no qual as duas pernas dobram e esticam ao mesmo tempo, sendo que a perna do chão sustenta o peso do corpo ( base) e a outra flexiona na altura do cou de pied e estica devant (na frente), a la seconde(ao lado) e derrière(atrás)- em degagé a terre(no chão) ou en l’air( no ar) a 45° ou 90°.
O fondu é à base do desenvolvimento do ballon.
Battement soutenu: (batimento sustentada)-partindo da 1ª ou 5ª posição, demi-plié faz-se um degagé fondu numa das 3 direções e fecha-se em 5ª posição sobre a meia ponta ou ponta, sustentando por um determinado tempo e em seguida voltando à posição inicial.
O battement soutenu pode ser feito devant, a la seconde, derrière, dessous, dessus, en tournant en dedans ou en dehors (girando para dentro ou para fora em relação à perna de base).
· Battement frappé: (batimento batido) - exercício muito importante para o trabalho dos pés, das pontas e para adquirir movimentos rápidos e precisos. Da rapidez as pernas e agilidade aos pés. Começando sempre com uma preparação onde é feito um degagé a la seconde. A perna do degagé vem numa linha reta até o cou de pied condicional (amarrado) e abre a frente, idem ao lado e em cou de pied derrière encostar somente o calcanhar no tornozelo do pé de base e estica ao
lado num movimento seco e preciso. Neste movimento sai arrastando a ponta do pé pelo chão até esticar totalmente a perna e voltar à posição inicial.
Existem vários tipos de frappés, a saber:
Doublé battement frappé: é o mesmo principio do battement frappé simples narrado acima, com a diferença de batter duas vezes sobre o tornozelo de base
(frente e trás ou vice-versa), antes de abrir.
TriploEn l’airPar terre
Battement sur lê cou de pied ou serre: (batimento cortado/serrado)-exercício para dar liberdade à articulação dos joelhos. Ao começar, um dos pés está no cou de pied condicional na perna de base. Abre-se ligeiramente ao lado sem chegar a esticar o joelho, torna a voltar ao cou de pied derrière, e assim sucessivamente. A parte superior da coxa, do joelho aos quadris não deve se mexer e sim permanecer firme e imóvel, bem virada en dehors.Ao aumentar a velocidade do movimento, a abertura da perna ao lado se torna menor, apenas o necessário para passar o pé da frente para trás ou vice-versa.
Battement battu: começa-se com uma perna no cou de pied devant e executa-se uma série de batidas rápidas, sobre o calcanhar da perna de base, ou ainda derrière. As batidas devem ser feitas com as pontas dos dedos no devant e com o calcanhar no derrière. Este movimento é quase sempre executado na meia ponta ou ponta, e é um exercício para alunas adiantadas, não devendo ser dado para principiantes.
Grand battement: (grande batimento) - exercício que tem o mesmo principio do battement tendu, porém a perna continua o movimento e se eleva a uma altura de 90° ou mais. O importante na execução desse movimento é a facilidade e leveza que a perna deve ter ao subir, sem mexer o resto do corpo, mantendo os quadris alinhados e as pernas sustentadas principalmente na descida onde a perna retornará a posição inicial.
Grand battement jeté fermé: ( grande batimento jogado fechado)- é um exercício que atira-se a perna à 90° ou mais e fecha-se na posição inicial ( 5ª posiçao devant, a la seconde ou derrière)
Grand-battement jeté pointé: (grande batimento jogado ponta) - sai de 5ª ou 1ª posição faz-se um grand battement e ao invés de fechar como no fermé toca-se o chão com a ponta dos dedos e eleva-se novamente para o grand battement numa determinada quantidade estipulado pelo professor.
Grand battement raccourci: (grande batimento recolhido) - o mesmo que o grand battement só que ao chegar a uma determinada altura ( 90°) a perna é recolhida fazendo um retiré e voltando para o ar até retornar a posição inicial.
Grand battement developpé: (grande batimento desenvolvido)-na 5ª posição, faz-se um retire e desenvolve a perna en l’air em qualquer uma das direções.
Grand battement cloche: (grande batimento de sino)-como um pêndulo a perna trabalha devant e derrière sempre passando pela primeira posição com movimentos continuos.
Grand battement balançoire: ( grande batimento balançado)- como no grand battement cloche, só que com a diferença que a bailarina vai tentar atingi a altura máxima das pernas e com um leve deslocamento do tronco para frente e para trás.
Grand battement foutté: (grande batimento chicoteado) - A perna é levada até um grand battement devant, virando rapidamente o corpo para a la seconde e terminando em derrière e ao contrário partindo do grand battement derrière chamamos de Rotation.
Grand battement en rond: (grande batimento em círculo) - saindo do degagé en l’air ou do developpé, a perna executa um movimento cirular que sai de devant passando para a la seconde e terminando em derrière ou vice-vesrsa. Podendo ser demi-rond, que nesse caso será executado apenas ¼ do movimento.
Grand battement tombée: (grande batimento queda/caido) - começa-se com elevé ou relevé ou mesmo em pied plat e cai sobre a perna da frente, do lado ou atrás em degagé fondu par terre ou en l’air.
Rond de jambe
Voltas ou círculos da perna. Os ronds de jambe são usados como exercícios na barra, no centro e em adágio e são feitos par terre, en l’air, sauté e relevé. Todos são feitos en dehors e en dedans.
Rond de jambe par terre: (volta da perna pelo chão)-exercício no qual a perna deve fazer movimentos em círculos pelo chão. Ambas as pernas devem estar bem esticadas. A perna parte de um determinado ponto, podendo começar a la second, devant ou derrière e faz uma votla completa sem tirar a ponta dos dedos do chão, cuidando sempre do alinhamento dos quadris para que os mesmos não se movam durante a execução do movimento, podendo ser en dehors e en dedans.
Rond de jambe en l’air: (volta da perna pelo ar)-exercício no qual a perna deve fazer movimentos em círculos pelo ar, o rond de jambe en l’air além de exigir uma total independência da coxa em relação ao quadril, exige também total independêcia da parte da perna que vai do joelho até a ponta do dedo do pé, que deve fazer movimento semi-circulante, sem mexer a coxa. Os ronds são en dehors e en dedans.
Ainda podemos citar:
· Grand e demi-rond em l’air: é o mesmo rond só que executado fora do chão indo de devant para a la seconde e derrière ou vice-versa.
· Rond de jambe fondu: o mesmo que rond de jambe par terre, en l’air, entretanto é feito com fondu, ou seja, com a perna de base flexionada (dobrada).
· Rond de jambe jeté: também feito en dehors e en dedans, só que a perna sai de um demi-attitude e leva ao écarté, seu ponto mais alto é a la second e retorna ao poité, seja devant ou derrière.
· Souplesse: (Flexibilidade) associamos o souplesse ao cambré , movimento que a bailarina faz dobrando o corpo a partir da cintura, indo para frente, para trás e para os lados, a cabeça acompanhado o movimento.
Sauté: (saltado) em todos os saltos após ter atingido o ponto mais alto do salto, a ponta dos pés devem tocar primeiro o chão seguida da sola do pé e por último os calcanhares. Já na saída do salto este processo se torna inverso.
Lembrando que o plié é essencial para execução de um bom salto, tanto no inicio do movimento quanto no término, preservando assim as articulações do joelho.
Changements de pied: (troca de pés) o termo é geralmente abreviado para chagements. São passos saltitantes na 5ª posição trocando os pés no ar e descendo na 5ª posição com o pé oposto na frente. Os changements são feitos petit e grand.
Soubresaut: (sobressalto) - um salto de 5ª posição onde não a troca de pés. Quando o corpo está no ar os joelho e as ponta bem esticados o pé da frente deve esconder o pé de trás. Caindo simultaneamente com os dois pés na quinta posição com o mesmo pé na frente quando se iniciou o salto. Soubresaut, também é feito en avant, en arrière, de cote, croisé e effacé, podendo ser feito, mas pontas e meia ponta.
Échappé: (escapar) - o échappé é uma abertura no mesmo nível de ambos os pés de uma posição fechada para uma aberta. Há duas espécies de échappés: échappé sauté, que é feito com um pulo de 5ª posição e termina em demi-plié na posição aberta podendo ser na 2ª ou 4ª posição. E o échappé sur lês pointes ou demi-pointe que é feito com um relevé, onde a bailarina arrasta as duas pernas da 5ª posição e abre na 2ª ou 4ª em meia ponta ou ponta mantendo os joelhos esticados.
Glissade: (deslizar) - um passo de deslocamento e de ligação, executado escorregando o pé em movimento da 5ª posição na direção desejada e o outro fechando junto a ele. Os glissades são feitos com e sem troca de pés começam no plié e termina no plié. Existem vários tipos de glissades: devant, derrière, en avant, en arrière, dessous, dessus, sur lês pointes e demi-pointes. Há diferença entre eles depende das posições de partida e de encerramento assim como a direção.
· Chassé: caçado, perseguido. Um passo no qual um pé lateralmente persegue o outro para fora da posição. O chassé é feito para frente e para trás tanto em croisé como em effacé. No método cecchetti um chassé é escorregão para uma posição aberta e acaba em demi-plié. Esse movimento pode ser executado em todas as direções, fazendo ao todo 7 chassé: 1. quarta effacé en avant; 2. quarta croisé en avant; 3. seconde; 4. quarta effacé en arrière; 5. croisé en arrière; 6. passe en avant; 7. passe en arrière. No processo de execução vamos exemplificar com um chassé en avant:
chassé para frente. Quinta posição pé direito para frente. Demi-plié temps levé , escorrega o pé direito para a 4ª posição na frente, à terre com o peso sobre o pé direito, a perna esquerda então é esticada e fechada na 5ª posição.

Temps levé: (tempo levantado) - é um salto dado sobre um pé e pode ser feito em qualquer posição. A bailarina sai do chão com a ponta dos pés totalmente esticada, usando toda a extensão muscular para realizar o salto, ficando está ponta para baixo e a outra estendida após o demi-plié. O temps levé pode ser feito em: sur le cou de pied, devant, derrière, en arabesque, en attitude, à la quatrième devant, em tounant,..... No método cecchetti também é chamado de temps levé o salto de 5ª posição levantando o pé sur le cou de pied; e nas escolas francesa e russa, o movimento recebe o nome de sissone simple.
· Temps lié: (tempo ligado) - também como o glissade é um passo de ligação, sendo que a diferença entre eles é que no temps lié temos que transferir o peso do corpo de uma perna para outra. É um exercício usado mais no centro e consistem em uma série de passos e movimentos de braços e pernas baseados na 4ª, 5ª e 2ª posições. É um bom exercício para execução suave, controlada e equilibrada no passar o peso do corpo de uma posição para outra, mantendo sempre a delicadeza e o ritmo do movimento. Este exercício é bastante usado pela escola russa desde as primeiras aulas e é gradativamente que a dificuldade vai aumentando. O movimento é feito en avant e en arrière e pode ser feito com developpé e pirouettes sur lês pointes.
Assemblé: (junto, reunido)-um passo preparatório no qual se começa no demi-plié e escorrega o pé em movimento atirando o no ar, no momento em que o pé é atirado a perna de apoio também sai do chão com um salto e estica-se no ar até a ponta dos dedos dos pés. Ambas as pernas fecham-se no ar em quinta posição para que juntas toquem o solo simultaneamente. Os assemblés podem ser petits ou grands de acordo com a altura do battement e são executados dessus, dessous, devant, derrière, en avant, en arrière, en tournant, porté e battu.
1. devant: assemblé na frente. 5ª posição pé direito à frente. O pé direito escorrega para segunda ou quarta posição no ar e ao ser completado as duas pernas se encontram fechando em 5ª posição na frente de onde ele saiu.
2. derrière: assemblé atrás. 5ª posição pé direito atrás. O pé direito escorrega para segunda ou quarta posição no ar e ao ser completado as duas pernas se encontram fechando em 5ª posição atrás de onde ele saiu.
3. en avant: assemblé para frente. 5ª posição pé direito na frente. O pé direito escorrega para quarta posição no ar e deslocam-se para frente e ao ser completado as duas pernas se encontram fechando em 5ª posição.
4. en arrière: assemblé para trás. 5ª posição pé direito atrás. O pé direito escorrega para quarta posição no ar e deslocam-se para tráse ao ser completado as duas pernas se encontram fechando em 5ª posição.
5. dessus: o mesmo procedimentos que os outros assemblés, sendo que a que sai para o degagé é a de trás e fecha-se na frente.
6.dessous: o mesmo procedimentos que os outros assemblés, sendo que a que sai para o degagé é a da frente e fecha-se atrás
7. en tournant: um passo com giro no ar podendo ser dado uma ou mais voltas, pode ser feito en dehors e en dedans.
8. porté: conduzido, é um passo que é feito no ar indo de um ponto fixado para outro.
9. battu: os assemblés dessous, dessu e en tornant podem ser executados com batidas.
Jeté : ( jogado,atirado)-um salto de uma perna para outra. A perna lançada descreve um movimento brusco, rápido no ar.
Há uma variedade enorme de jetés que podem der feitos em todas as direções:Ex:
jeté devant: (jogado na frente) - a bailarina começa na 5ª posição, pé direito atrás, demi-plié; desloca o pé direito para a 2ª posição com um battement frappé; salta na perna esquerda, pointe tendues, e desce no pé direito em demi-plié, pé esquerdo sur le cou de pied derrière. Após o salto o pé direito volta ao chão um pouco na gente da posição abandonada pelo pé esquerdo. Não havendo deslocação lateral na execução do exercício.
Pas de bourrée: é feito dessous, dessus, devant, derriére, en avant, en arrière e en tournant en dehors, en dedans em pointe e demi-pointe.
O pas de bourré tem o nome de uma antiga dança folclórica francesa semelhante ao gavotte que por sua vez faz lembrar o minueto. Existe uma quantidade imensa de bourrés, estes não são considerados como passos em si e movimentos que serve para transitar de uma posição para outra.
1. devant: sai com a da frente em degagé fondu à la seconde, soutenu devant, desloca-se lateralmente com a perna de trás fechando 5ª perna a frente
2. derrière: ao contrário do narrado acima.
3. dessous: sai com a perna da frente e termina atrás.
4. dessus: ao contrário do narrado acima.
5. dessous-dessus: perna da frente vai até atrás no soutenu e volta fechando no término na frente.
6. dessus-dessous: ao contrário do narrado acima.
7. en avant: sai com a perna da frente em degagé devant, glissade en avant sur lê demi-pointe ou pointe e desloca-se para frente.
8.en arrière: ao contrário do narrado acima.
9. en dehors: sai de coupé derrière, 5ª. sur lê demi-poite ou pointe no lugar, e pisa 4ª croisé virando para o lado da perna de trás e volta completando o giro fechando 5ª atrás.
10. en dedans: ao contrário do narrado acima.
11. en tournant: igual ao narrado acima só que com a diferença é que a saída com degagé ao invés de coupé.
12. courru: série de pequenos passos corridos, iguais nas pointas ou meias-pontas.
13. pietiné: pequeno, deslocando-se em 5ª posição sur le demi-pointe ou pointe em qualquer direção.
14. com e sem raccourci: recolhendo o joelhos em retires.
Sissone: sissone foi uma denominação dada em homenagem ao inventor do passo um bailarino russo. Existem várias tipos de sissones diferentes, mas a idéia principal em sua execução é a retirada dos dois pés do chão e terminando sobre um pé só. Existe uma média de mais de 20 tipos de sissones.
Developpé: (desenvolvido) - movimento no a perna a ser trabalhada faz faz um retire e desenvolve a perna no ar lentamente com perfeito controle. Os developpés são feitos na barra como exercício para adquirir equilíbrio, e para manter ou sustentar a perna em qualquer ângulo.
Failli: (falho) - movimento rápido feito em um só tempo. 5ª pos. Pé direito para frente. Demi-plié, pula no ar com os pés junto e enquanto está no ar, vira o corpo effacé de modo que o ombro esquerdo vá para frente, a cabeça voltando para o ombro esquerdo. Durante o pulo a perna abre em effacé derrière e em seguida a seguida a descida é feita em demi-plié sobre o pé direito. O pé esquerdo escorrega para frente imediatamente através da 1ª pos. para quarta croisé, terminando em demi-plié.
Fouetté: (chicoteado) denominação para qualquer movimento chicoteado, o movimento pode ser executado curto: o pé levantado passa rapidamente na frente ou atrás do pé de apoio (ver: flic-flac). Porém há uma grande variedade de fouettés: petit fouetté devant, à la seconde ou derrière, à terre, sur lê demi-pointe ou sauté e grand fouetté sauté, relevé ou em tournant.
Pirouettes: rodopiar ou girar rapidamente, é quando o corpo da uma volta sobre um pé em pointe ou demi-pointe, sendo conseguida com a força combinada de um plié com movimento de braços, e nunca pelo corpo ou ombros. Uma pirouette requer um equilíbrio perfeito e cada pirouette depende inteiramente da preparação que precede. O bailarino deve fazer uso de todos os dedos do pé de apoio dando assim melhor estabilidade ao corpo. Durante o giro o corpo está completamente na vertical e puxado para cima. O braço aberto indica a direção e o braço em movimento da um impulso suplementar. A cabeça é a última a sair e a primeira a chegar e é sempre marcada por um ponto fixo mais conhecido como “spoting” que durante uma série de voltas não deve ser perdido pela bailarina (o). As pirouettes são feitas en dedans, en dehors, e ainda podem ser duplas, triplas e etc. Em geral todas as pirouttes en dedans terminam na frente da perna de apoio, enquanto que todas as pirouettes en dehors terminam atrás da perna de apoio. Há uma grande variedade de pirouettes: pirouette en attitude, pirouette en arabesque, pirouette a la seconde, grand pirouette, pirouette renversé e etc...
Déboulés,chainés ou petits tours: rolando como uma bola. Um termo da escola francesa para uma série de meias voltas executadas alternadamente em cada pé, movendo-se para frente numa só direção. Quando rodando para direita a primeira volta é com o pé direito, depois o pé esquerdo da um passo a frente e completa a volta. Os pés são mantidos juntos em 1ª pos. e as voltas devem ser feitas com a maior rapidez possível. Os déboulés podem ser feitos nas pointes ou demi-pointes.
Piqué ou pose: (posada) - é uma subida direto para pointe ou demi-pointe, como um passo comum, porém sem dobrar o joelho da perna sobre a qual vai ser feito o piqué. Os piqués podem ser feitos en avant, en arrière, sur le cou de pied, arabesques e attitudes
Promenade: (passeio) - uma volta lenta dada sobre uma perna com o pé todo apoidado no solo e no caso de ser feito nas pontas a bailarina deve ser ajudada por um bailarino. Deve se tomar como eixo o dedo dos pés, enquanto o calcanhar vai executando a volta completa em torno dele.
Grand jeté en avant: (grande jogada para frente) - considera-se um grande salto que sai com perna esticada, onde a bailarina (o) da um grande salto para frente podendo descer en arabesque ou degagés en l’air ou em pied plat.
O impulso é realizado no pé jogado para frente como um grand battement, sua altura depende da força do impulso e sua extensão da perna que é estendida para cima atrás. No ar a bailarina deve dar a máxima expressividade corporal ao salto, sendo da maior importância o plié da impulsão inicial e o da volta ao chão com um plié controlado e suave.
Grand jeté en tournant ou entrelacé: (grande jogada por cima girando) - durante o pulo ambas as pernas devem passar uma pela outra, através da 1ªpos.com os joelhos esticados e as costas eretas. Fica em pose effacé derrière com o pé direito pointe tendu, da um passo no pé direito em demi-plié em direção a effacé en arrière e empurra do chão jogando a perna esquerda para cima como num grand battement virando o corpo para ficar de frente para o canto esquerdo da parte da frente da sala. Pula para o pé esquerdo dando uma meia volta no ar para a direita e desce em demi-plié em arabesque olhando para o canto esquerdo da sala. Este jeté é geralmente feito com uma batida. Neste caso a perna que é jogada para frente bate atrás da outra perna antes de chegar ao chão.